O Advanced Medical Life Support (AMLS)
O curso Advanced Medical Life Support (AMLS) é o caçula da NAEMT. Ele nasceu da necessidade comum em vários países em que ele é aplicado atualmente na busca em otimizar a abordagem e o atendimento de pacientes clínicos. O AMLS, por mais que desenhado com inúmeros cenários de APH, não se limita a pacientes deste ambiente e seu conteúdo pode e deve ser aplicado no pronto socorro e até ambulatórios.
A sistematização do AMLS é justificativa para várias melhorias nos serviços em que ele foi implementado. Destacam-se a agilidade na investigação clínica, uso racional de insumos, menor índice de erros técnicos e prontuários muito melhor registrados!
Ele tem duração de 2 dias, nos quais são apresentados os principais temas das rotinas de atendimento em aulas teóricas e simulações práticas. O livro, em sua recente terceira edição, é uma jóia a parte do curso, pois é uma obra muito completa e de fácil leitura. O curso abrange os seguintes tópicos:
- Distúrbios cardiovasculares
- Distúrbios respiratórios
- Choque
- Sepse
- Problemas neurológicos
- Distúrbios endócrinos/metabólicos
- Emergências ambientais
- Doença infecciosa
- Distúrbios abdominais
- Emergências toxicológicas
- Exposição a materiais perigosos
Um ponto bastante interessante e marcante do AMLS é sua facilitação para memorização por meios de mnemônicos. Os dois mais frequentes do curso são o OPQRST e o SAMPLER. No OPQRST, cada letra faz lembrar um ponto importante da investigação da doença atual do paciente, enquanto o SAMPLER nos leva a resgatar dados importantes da saúde prévia do indivíduo:
O OPQRST inclui: O de Onset, P de paliação/provocação, Q de qualidade, R de radiação, S de severidade e T de tempo. Cada termo deste é entendido e praticado na investigação durante as práticas.
O SAMPLER inclui: S de sintomas, A de alergias, M de medicamentos, P de passado médico, L de last meal (última alimentação), E de evento e R de riscos.
O Fluxograma do AMLS compreende uma importante fase inicial em que é formado uma gama de hipóteses diagnósticas baseado no quadro sindrômico abordado, de forma bastante ampla, buscando elevar a sensibilidade do exame. Logo mais a frente, com inúmeros dados coletados de forma metódica e crítica, as hipóteses são reavaliadas, algumas fortalecidas e outras enfraquecidas, muitas vezes conseguindo até mesmo um diagnóstico sindrômico.
Por fim, seguimos para a proposta terapêutica para o paciente, porém agora muito mais polida depois de muita investigação, compreensão e elucidação do fenômeno patológico em questão para, então, sabendo mais sobre tal, ser possível intervir de forma muito melhor.