BREVAR FUNDAMENTOS
Introdução
O BREVAR Fundamentos é o curso presencial da Stoicus Educação em Saúde dedicado à intubação e ao manejo da via aérea difícil em pacientes críticos. Com carga horária mínima de dez horas, o programa integra avaliação da via aérea, oxigenação, ventilação com bolsa-válvula-máscara, farmacologia, laringoscopia direta, videolaringoscopia, confirmação do tubo, dispositivos de resgate e via aérea cirúrgica. Cada turma possui três instrutores, até seis alunos por instrutor nas estações práticas, livro físico próprio e avaliações teórica e prática.
Assumir a via aérea de um paciente crítico é uma responsabilidade que começa antes de o laringoscópio ser introduzido. É preciso reconhecer a necessidade de intervenção, avaliar a anatomia e a fisiologia, preparar o paciente e a equipe, escolher os recursos adequados e estabelecer antecipadamente o que será feito se a primeira estratégia não funcionar.
É essa sequência de decisões que impede que um curso de intubação e via aérea difícil se limite ao treinamento mecânico da passagem do tubo. Na emergência, na terapia intensiva e no atendimento pré-hospitalar, a técnica acontece em um paciente cuja reserva fisiológica pode estar se esgotando. O objetivo não é apenas alcançar a traqueia, mas preservar a oxigenação, reduzir a repetição improdutiva e reconhecer o momento de mudar de plano.
BREVAR Fundamentos: informações essenciais
Alguns dados objetivos ajudam a compreender como o programa é organizado antes de aprofundarmos sua arquitetura clínica e educacional.
Estrutura do curso
- Nome completo: BREVAR — Bases das Respostas às Emergências Ventilatórias e Respiratórias.
- Instituição: Stoicus Educação em Saúde.
- Área central: intubação e manejo da via aérea em situações críticas.
- Modalidade: presencial.
- Carga horária: mínimo de dez horas presenciais, com extensão da jornada quando necessária para cumprir integralmente o programa.
- Prática: realizada exclusivamente em simuladores e modelos, sem procedimentos em pacientes.
Supervisão, avaliação e conclusão
- Equipe docente: três instrutores em todas as turmas.
- Supervisão prática: no máximo seis alunos por instrutor nas estações.
- Avaliação: teórica e prática, com média conjunta mínima de 70%.
- Frequência: presença obrigatória em 100% da programação.
- Certificação: certificado de conclusão emitido pela Stoicus Educação em Saúde.
Material, público e agenda
- Material: cada participante recebe o livro físico próprio do BREVAR.
- Público: médicos e acadêmicos do último ano de Medicina.
- Agenda: Blumenau e outras cidades, conforme as turmas abertas.
Datas, cidades, horários, valores e disponibilidade variam conforme a edição. A referência atualizada é a agenda oficial das próximas turmas do BREVAR.
O que significa BREVAR?
BREVAR é a sigla para Bases das Respostas às Emergências Ventilatórias e Respiratórias. O nome traduz uma concepção ampla: a intubação faz parte de uma resposta organizada ao paciente com comprometimento respiratório e não pode ser separada da capacidade de oxigenar, ventilar, monitorar e sustentar o resultado alcançado.
O eixo do BREVAR Fundamentos é o manejo da via aérea do paciente crítico. O curso não pretende substituir uma formação completa em ventilação mecânica. A ventilação é estudada no contexto da preparação, do resgate e dos cuidados imediatamente relacionados à intubação.
O BREVAR é um curso de intubação ou de via aérea difícil?
É um curso de intubação e de manejo de via aérea difícil. A intubação orotraqueal ocupa posição central no programa, mas é ensinada dentro de uma cadeia assistencial mais ampla. Antes da tentativa, existem decisões sobre indicação, posição, oxigenação, fisiologia, farmacologia, equipamentos e planos de resgate. Depois da passagem do tubo, permanecem a confirmação, a fixação, a sedação, a analgesia e a transição para a ventilação assistida.
A pergunta principal deixa de ser apenas “consigo passar o tubo?” e passa a ser: “qual estratégia oferece a melhor possibilidade de controlar a via aérea deste paciente, neste contexto e com estes recursos?”. Essa mudança de perspectiva organiza o raciocínio, a comunicação e a técnica.
Ela também ajuda a compreender por que duas intubações aparentemente semelhantes podem representar riscos completamente diferentes. Uma via aérea pode ser difícil pela anatomia, pela fisiologia ou pela combinação das duas. Reconhecer essa diferença antes da indução modifica a forma como paciente, equipe, equipamentos e alternativas são preparados.
Para quem o BREVAR foi desenvolvido?
O BREVAR foi criado para médicos que podem precisar manejar a via aérea de pacientes graves e para acadêmicos do último ano de Medicina que desejam construir uma base supervisionada antes do exercício profissional independente.
- médicos emergencistas;
- intensivistas e plantonistas de UTI;
- anestesiologistas;
- generalistas de pronto-atendimento e pronto-socorro;
- médicos do SAMU e de outros serviços pré-hospitalares;
- profissionais médicos envolvidos no transporte terrestre ou aeromédico de pacientes críticos;
- residentes de áreas que atendem pacientes graves;
- acadêmicos do último ano de Medicina.
O curso pode acolher tanto participantes com pouca exposição prévia à intubação quanto médicos experientes que desejam revisar decisões, ergonomia, videolaringoscopia, farmacologia e estratégias de resgate. A experiência de cada aluno modifica o ponto de partida, não os critérios de conclusão.
Para quem o BREVAR não é a escolha adequada?
O BREVAR não deve ser interpretado como substituto de residência médica, treinamento assistencial supervisionado ou manutenção longitudinal de habilidades. Também não é um curso exclusivamente online, uma formação completa em ventilação mecânica ou uma certificação internacional vinculada à American Heart Association, ao American College of Surgeons ou à NAEMT.
Quem procura apenas um certificado sem presença integral ou sem avaliação também não encontrará esse formato no BREVAR. A conclusão exige participação em toda a programação e desempenho conjunto mínimo de 70% nas avaliações teórica e prática.
O que o participante estuda e pratica?
O desenho curricular é estável entre as edições. Os dispositivos e as habilidades previstos no programa permanecem presentes independentemente da cidade em que a turma é realizada. A organização pode ser compreendida em quatro momentos que acompanham a lógica natural do manejo da via aérea.
1. Antes da intubação
- reconhecimento da necessidade de controle da via aérea;
- avaliação da dificuldade anatômica e fisiológica;
- preparo do paciente, dos materiais e da equipe;
- posicionamento e otimização da estratégia;
- ventilação com bolsa-válvula-máscara;
- pré-oxigenação e manutenção da oxigenação durante a abordagem;
- farmacologia aplicada e sequência rápida de intubação;
- definição dos planos de resgate e dos critérios de transição.
2. Durante a abordagem
- laringoscopia direta;
- videolaringoscopia;
- lâminas de geometria padrão e hiperangulada;
- uso de introdutores e estiletes;
- intubação orotraqueal;
- otimização deliberada da primeira tentativa;
- reconhecimento de dificuldade e mudança racional de técnica.
3. Depois da passagem do tubo
- confirmação do posicionamento por capnografia em forma de onda;
- reconhecimento precoce de intubação esofágica;
- verificação clínica complementar;
- ajuste da profundidade e fixação do tubo;
- sedação, analgesia e cuidados imediatos pós-intubação;
- transição organizada para a ventilação assistida.
4. Quando o plano inicial falha
- ventilação de resgate;
- uso de dispositivos extraglóticos;
- progressão entre planos previamente definidos;
- reconhecimento da condição de não intubar e não oxigenar;
- acesso emergencial à via aérea e cricotireoidostomia;
- decisão sobre quando interromper uma tentativa improdutiva.
Por que a via aérea difícil precisa ser planejada antes da tentativa?
A dificuldade não é determinada apenas pela anatomia. Ela resulta da interação entre características do paciente, fisiologia, ambiente, equipamentos, experiência do operador e organização da equipe. Um exame aparentemente favorável não elimina a necessidade de preparar alternativas.
As diretrizes de 2025 da Difficult Airway Society mantêm uma progressão organizada entre intubação traqueal, ventilação com dispositivo supraglótico, ventilação com máscara facial e acesso emergencial pela região anterior do pescoço. Também priorizam oxigenação contínua, maior probabilidade de sucesso na primeira tentativa, confirmação por capnografia em forma de onda, trabalho multidisciplinar e progressão do algoritmo diante da falha. [1]
Essa maneira de pensar está também presente em referências consolidadas do manejo da via aérea. O Manual de Walls para o Manejo da Via Aérea na Emergência organiza o problema desde a decisão de intubar e a identificação da via aérea difícil até oxigenação, ventilação com bolsa-válvula-máscara, dispositivos extraglóticos, laringoscopia, videolaringoscopia e acesso cirúrgico. [5]
Hung's Management of the Difficult and Failed Airway complementa essa abordagem a partir de uma perspectiva multidisciplinar, reunindo princípios, técnicas e situações clínicas de anestesia, medicina de emergência, terapia intensiva, ambiente pré-hospitalar e populações especiais. A quarta edição mantém uma organização baseada em casos e dedica seções próprias ao manejo da via aérea no departamento de emergência e na UTI. [6]
O ponto de encontro dessas referências não é a preferência por um único equipamento. É a necessidade de avaliar, planejar, oxigenar, reconhecer a falha e mudar de estratégia antes que uma dificuldade controlável se transforme em uma emergência progressivamente mais grave.
No BREVAR, os planos são trabalhados como decisões antecipadas. O aluno precisa reconhecer o que pode dificultar a abordagem, verbalizar a estratégia, preparar os recursos e identificar o sinal que determina a transição para o próximo plano. O objetivo pedagógico não é memorizar letras, mas evitar que a mudança de conduta dependa da exaustão do operador ou de uma deterioração já avançada.
Para aprofundar a etapa que antecede a primeira tentativa, consulte também Avaliação Pré-Intubação em Via Aérea Difícil.
Via aérea anatomicamente difícil e via aérea fisiologicamente difícil
Uma laringoscopia pode parecer tecnicamente simples e, ainda assim, ocorrer em um paciente com risco elevado de colapso durante a indução. Hipoxemia, choque, hipotensão, acidose metabólica grave, disfunção ventricular e reserva cardiopulmonar reduzida são exemplos de condições que estreitam a margem de segurança.
A retirada da ventilação espontânea, o período de apneia e o início da ventilação com pressão positiva podem interromper mecanismos compensatórios e precipitar deterioração. Por isso, a preparação não se resume à visão glótica: inclui oxigenação, hemodinâmica, tempo disponível, escolha farmacológica e capacidade de resgate.
Diretrizes específicas para intubação de adultos criticamente enfermos enfatizam a primazia da oxigenação, o planejamento compartilhado, os fatores humanos e a limitação das tentativas. [2]
Esse conceito possui importância especial na emergência e na UTI. O paciente pode ter abertura oral adequada, boa mobilidade cervical e uma glote facilmente visualizada, mas não tolerar bem a indução, a apneia ou as alterações hemodinâmicas produzidas pela ventilação com pressão positiva. Nesse cenário, a dificuldade pertence ao paciente inteiro, e não apenas à anatomia de sua laringe.
Por que treinar ventilação com bolsa-válvula-máscara?
A bolsa-válvula-máscara, frequentemente abreviada como BVM, é um recurso essencial no manejo da via aérea porque permite oferecer ventilação e oxigenação sem depender imediatamente de uma intubação traqueal. Uma técnica adequada exige posicionamento, vedação da máscara, abertura da via aérea e administração controlada das ventilações.
No BREVAR, a BVM não aparece como uma etapa menor antes da laringoscopia. Ela faz parte da preparação, da pré-oxigenação e dos planos de resgate. Em uma situação de dificuldade, a capacidade de voltar a oxigenar o paciente pode ser mais importante do que insistir imediatamente em uma nova tentativa de intubação.
Isso também explica por que a avaliação da via aérea não termina na pergunta “a laringoscopia será difícil?”. O médico precisa considerar simultaneamente capacidade de intubação, ventilação e resgate.
Por que treinar laringoscopia direta e videolaringoscopia?
Na laringoscopia direta, o operador precisa criar uma linha de visão entre seus olhos e a glote. Na videolaringoscopia, uma câmera próxima à extremidade da lâmina oferece visão indireta. A tecnologia pode melhorar a visualização, mas enxergar a glote e conduzir o tubo até a traqueia continuam sendo etapas relacionadas e distintas.
Em adultos criticamente enfermos, ensaios clínicos e revisões recentes encontraram maior sucesso na primeira tentativa com videolaringoscopia em comparação com laringoscopia direta. Uma metanálise de 20 estudos randomizados também encontrou menor ocorrência de intubação esofágica, sem demonstrar redução de mortalidade. [3] [4]
Esses resultados não transformam todos os dispositivos em equivalentes nem tornam a técnica direta irrelevante. Geometria da lâmina, trajetória do tubo, presença de sangue ou secreção, familiaridade do operador e disponibilidade local influenciam a execução. O BREVAR treina abordagens direta e indireta para que o participante compreenda as diferenças, reconheça limitações e utilize cada recurso dentro de uma estratégia.
Lâmina padrão ou hiperangulada?
Videolaringoscópios não possuem todos a mesma geometria. Algumas lâminas mantêm uma curvatura semelhante à laringoscopia convencional, enquanto outras apresentam angulação acentuada e modificam significativamente a relação entre visualização da glote e trajetória necessária para a passagem do tubo.
Uma lâmina hiperangulada pode oferecer uma imagem glótica excelente e ainda exigir técnica específica para conduzir o tubo pela orofaringe e atravessar as cordas vocais. Treinar diferentes geometrias ajuda o participante a compreender que a tecnologia modifica a técnica, mas não elimina a necessidade de planejamento e habilidade.
Uma análise específica dessas diferenças está disponível em Padrão ou Hiperangulada: Escolha Estratégica na Intubação.
Como a farmacologia é integrada à intubação?
Farmacologia no BREVAR não é tratada como uma tabela de medicamentos isolada do paciente. A escolha de indutores, sedativos, analgésicos e bloqueadores neuromusculares depende da situação clínica, da fisiologia, das contraindicações e do objetivo da intervenção.
O curso aborda farmacologia aplicada e sequência rápida de intubação dentro dessa lógica contextual. Em um paciente com choque, hipoxemia, broncoespasmo, trauma cranioencefálico ou importante instabilidade fisiológica, a mesma estratégia farmacológica não deve ser reproduzida automaticamente sem considerar suas consequências.
Mais importante do que memorizar uma sequência de fármacos é compreender por que determinada escolha pode ser adequada em um paciente e inadequada em outro. Essa é a diferença entre conhecer medicamentos e incorporá-los a uma estratégia de via aérea.
Para aprofundar esse eixo, consulte Farmacologia na Intubação: Precisão Clínica com o BREVAR.
O que acontece quando a primeira estratégia falha?
Uma das competências mais importantes em manejo da via aérea é reconhecer quando uma tentativa deixou de produzir benefício. Repetições indiscriminadas podem provocar trauma, sangramento, edema e progressiva perda das condições inicialmente disponíveis.
Por isso, o BREVAR trabalha estratégias de resgate previamente organizadas. Ventilação com máscara, dispositivos extraglóticos e acesso emergencial à via aérea não são apresentados como recursos desconectados, mas como possibilidades dentro de uma sequência em que o objetivo central continua sendo manter ou recuperar a oxigenação.
O fracasso de uma técnica não deve levar automaticamente à repetição da mesma técnica. Deve provocar uma reavaliação: o que falhou, o que pode ser corrigido, qual alternativa possui maior probabilidade de sucesso e quanto tempo fisiológico ainda existe para agir.
Dispositivos extraglóticos
Dispositivos extraglóticos ou supraglóticos permitem oferecer ventilação sem introduzir imediatamente um tubo dentro da traqueia. Em determinadas situações, podem restaurar a oxigenação e criar tempo para reorganizar a abordagem.
No BREVAR, o participante pratica sua utilização dentro dos planos de resgate e discute fatores que podem dificultar seu funcionamento. O objetivo é compreender não apenas a técnica de colocação, mas o momento e a finalidade clínica de seu uso.
Via aérea cirúrgica e cricotireoidostomia
O acesso emergencial à via aérea é um procedimento de baixa frequência e alta criticidade. Justamente por ser raro, oferece poucas oportunidades de aprendizado durante o atendimento real e não deve depender de improvisação quando se torna necessário.
O BREVAR inclui treinamento em modelos para acesso emergencial à via aérea e cricotireoidostomia. A finalidade é reconhecer indicações, organizar materiais e compreender a sequência dentro do plano de resgate. O curso não transforma a prática em um procedimento rotineiro nem substitui treinamento assistencial supervisionado.
O procedimento terminou quando o tubo passou?
Não. Uma intubação tecnicamente bem executada pode ser seguida por complicações se o posicionamento não for confirmado ou se analgesia, sedação, fixação e ventilação forem negligenciadas.
O BREVAR aborda confirmação do tubo por capnografia em forma de onda, reconhecimento de intubação esofágica, verificação clínica complementar, ajuste da profundidade e cuidados imediatos pós-intubação. O aluno é lembrado de que a passagem pelas cordas vocais não encerra a responsabilidade sobre a via aérea.
Essa continuidade é especialmente importante no paciente crítico, no qual hipotensão, hipoxemia, broncoespasmo e alterações ventilatórias podem surgir ou piorar logo após a intubação.
Como funcionam as estações práticas?
As estações integram demonstração, execução, observação e correção. Cada turma possui três instrutores, e o limite obrigatório é de até seis alunos por instrutor nas atividades práticas. Essa proporção permite acompanhar posicionamento, empunhadura, trajetória, sequência de movimentos, comunicação e raciocínio.
O participante utiliza simuladores, modelos e os dispositivos previstos no desenho curricular. O treinamento inclui ventilação, laringoscopia, intubação, videolaringoscopia, confirmação do tubo, estratégias de resgate e acesso cirúrgico de emergência. Não são realizados procedimentos em pacientes.
A simulação possui limites. Ela não reproduz integralmente tecidos humanos, secreções, sangramento, instabilidade fisiológica ou a dinâmica de uma equipe assistencial real. Seu valor está em permitir repetição, supervisão, correção e exposição deliberada a situações que não seria ético criar em pacientes apenas para ensino.
Por que a relação de até seis alunos por instrutor é importante?
Procedimentos psicomotores não são ensinados apenas pela exposição a uma aula ou pela observação de uma demonstração. Para corrigir uma técnica, é necessário observar detalhes como posição, empunhadura, direção de força, organização do material e raciocínio que antecedeu a escolha.
O BREVAR trabalha com três instrutores e até seis alunos por instrutor nas estações. A proporção não significa que um único dia seja suficiente para construir competência definitiva. Ela cria melhores condições para que o treinamento presencial tenha supervisão próxima e que erros possam ser identificados enquanto ainda estão acontecendo no simulador.
Essa característica ganha importância quando o mesmo participante precisa experimentar dispositivos com ergonomias diferentes. Laringoscopia direta, videolaringoscopia, BVM, dispositivos extraglóticos e acesso cirúrgico exigem habilidades distintas e precisam ser observados como tal.
Quanto tempo dura o BREVAR?
O BREVAR Fundamentos possui carga horária mínima de dez horas presenciais, habitualmente concentradas em um dia de imersão. Dez horas representam o ponto mínimo, não um horário de encerramento que possa interromper o currículo.
A premissa é cumprir integralmente o programa. Quando uma turma necessita de mais tempo para prática, discussão, avaliação ou consolidação das habilidades previstas, a jornada pode ser estendida. A prioridade é concluir o desenho educacional, respeitando o ritmo necessário para a turma.
Como funcionam a avaliação e a certificação?
A conclusão do BREVAR não depende apenas de presença simbólica. O participante deve cumprir 100% da programação, realizar as avaliações teórica e prática e alcançar média conjunta mínima de 70%.
O certificado é de conclusão e é emitido pela Stoicus Educação em Saúde. A avaliação documenta o desempenho dentro do contexto educacional do curso. Ela não autoriza afirmar que dez horas de treinamento produzem domínio definitivo, autonomia clínica ou resultados em pacientes.
Competência profissional depende de formação, julgamento, prática supervisionada, experiência assistencial e manutenção periódica das habilidades. O BREVAR deve ser compreendido como parte desse processo de desenvolvimento profissional.
Livro próprio e continuidade do aprendizado
Cada participante recebe o livro físico próprio do BREVAR. O material organiza os conceitos, os equipamentos e a sequência de decisões trabalhados no curso, servindo como apoio antes, durante e depois da experiência presencial.
O livro não substitui diretrizes internacionais, literatura científica, protocolos institucionais ou atualização continuada. Sua função é manter acessível a arquitetura educacional do programa e facilitar a revisão dos conteúdos apresentados.
O que o certificado do BREVAR representa?
O BREVAR é um programa próprio da Stoicus Educação em Saúde. Não possui chancela da American Heart Association, do American College of Surgeons, da NAEMT ou de outra organização internacional, e não é apresentado como se possuísse.
O certificado documenta a conclusão do programa segundo os critérios estabelecidos pela Stoicus. Ele não equivale a título de especialista, Registro de Qualificação de Especialista ou nova habilitação profissional.
Para médicos, a realização de procedimentos permanece vinculada à formação profissional, à competência individual, ao contexto assistencial, às regras institucionais e à responsabilidade médica. Para acadêmicos, o curso possui finalidade educacional supervisionada e não autoriza atuação independente.
BREVAR, via aérea difícil e atuação em UTI
O manejo da via aérea possui relevância direta na terapia intensiva. Pacientes de UTI frequentemente apresentam hipoxemia, choque, alteração do nível de consciência, acidose e outras condições que tornam a intubação uma intervenção simultaneamente técnica e fisiológica.
O manejo da via aérea também pode integrar requisitos de qualificação profissional adotados por serviços de terapia intensiva. A aplicabilidade de cada certificado deve ser verificada conforme a norma vigente e os critérios da instituição responsável.
A Stoicus reuniu essa discussão em um conteúdo específico. Para aprofundar o tema, consulte BREVAR, Via Aérea Difícil e UTI.
BREVAR Fundamentos e BREVAR Wine são o mesmo curso?
Sim. O BREVAR Fundamentos e o BREVAR Wine são o mesmo produto científico. O desenho curricular, os dispositivos, os critérios de frequência, a avaliação e os requisitos de conclusão permanecem os mesmos. O que muda é o local e o contexto da edição.
O BREVAR Wine é realizado de forma esporádica no Vale dos Vinhedos, no Rio Grande do Sul. As atividades de formação são conduzidas sem consumo de bebida alcoólica. Experiências relacionadas à vitivinicultura ocorrem fora do período de treinamento e não integram automaticamente o valor da matrícula.
O contexto é diferente, mas o compromisso acadêmico permanece. A identidade Wine acrescenta uma dimensão de convivência e reflexão sem modificar a estrutura científica, os critérios de avaliação ou as exigências para conclusão do BREVAR.
Quando realizado em Blumenau, o curso acontece no polo da Stoicus ou no local informado na página específica da turma. Datas, cidade, endereço, horários, vagas, valores e itens incluídos devem ser confirmados na agenda oficial do BREVAR.
Como escolher um curso de intubação e via aérea difícil?
A melhor escolha depende do objetivo e da experiência do participante. Uma comparação responsável deve observar critérios públicos e verificáveis, e não apenas frases promocionais ou a quantidade de equipamentos exibidos.
- público ao qual o curso se destina;
- carga horária e tempo efetivamente dedicado à prática;
- número de alunos por instrutor;
- experiência e identificação do corpo docente;
- variedade de dispositivos e coerência entre equipamentos e objetivos;
- presença de avaliação teórica e prática;
- ensino de oxigenação, farmacologia, confirmação e resgate, além da técnica de intubação;
- clareza sobre certificação, limites e critérios de conclusão;
- referências científicas atuais;
- datas, cidade, preço e disponibilidade apresentados de forma transparente.
O BREVAR se posiciona como uma formação presencial intensiva para quem valoriza supervisão próxima, avaliação, diversidade de dispositivos e integração entre técnica e decisão clínica. Não reivindica ser a melhor opção para todos os perfis. Apresenta seus critérios para que o médico possa decidir se o desenho corresponde àquilo que procura.
Perguntas frequentes sobre o BREVAR
O que é o BREVAR Fundamentos?
O BREVAR Fundamentos é uma formação presencial da Stoicus em intubação e manejo da via aérea difícil do paciente crítico. Possui carga mínima de dez horas, três instrutores por turma, até seis alunos por instrutor nas estações e integra conteúdo cognitivo, simulação, prática supervisionada e avaliação.
É necessário ter experiência prévia em intubação?
Não. O curso recebe participantes sem experiência prévia e médicos que já realizam intubações. Os fundamentos são acompanhados nas estações, enquanto profissionais mais experientes podem concentrar-se em ergonomia, tecnologias, fisiologia e decisões diante da falha.
Acadêmicos de Medicina podem participar?
Sim. Acadêmicos do último ano de Medicina são aceitos. A participação possui finalidade educacional e não modifica o escopo legal de atuação do estudante.
O curso é totalmente prático?
Não se utiliza essa expressão de forma literal. O BREVAR integra conteúdo cognitivo, discussão, demonstração, simulação, prática supervisionada e avaliação. A transparência sobre essa composição é mais precisa do que chamar o curso de “100% prático”.
A prática é realizada em pacientes?
Não. Toda a prática ocorre em simuladores e modelos de treinamento.
Quantos alunos ficam sob supervisão de cada instrutor?
O limite é de até seis alunos por instrutor nas estações práticas. Todas as turmas possuem três instrutores. Essa organização favorece observação mais próxima da execução e possibilidade de correção durante o treinamento.
Há treinamento com videolaringoscópio?
Sim. O programa inclui videolaringoscopia com diferentes geometrias de lâmina, além de laringoscopia direta, introdutores, estiletes, dispositivos de ventilação e recursos de resgate previstos no currículo.
O curso aborda via aérea fisiologicamente difícil?
Sim. O BREVAR diferencia dificuldade anatômica de risco fisiológico. Hipoxemia, choque, acidose, disfunção cardiovascular e pequena reserva respiratória podem transformar uma intubação anatomicamente simples em um procedimento de elevada complexidade clínica.
O curso aborda farmacologia?
Sim. O conteúdo inclui farmacologia aplicada à intubação e sequência rápida de intubação. A abordagem é contextual e considera que não existe uma combinação universal de medicamentos para todos os pacientes. Para aprofundar esse eixo, consulte Farmacologia na Intubação: Precisão Clínica com o BREVAR.
Há treinamento de via aérea cirúrgica?
Sim. O programa inclui treinamento em modelos para acesso emergencial à via aérea e cricotireoidostomia dentro dos planos de resgate. O curso não substitui treinamento clínico longitudinal nem modifica as atribuições profissionais do participante.
Como o posicionamento do tubo é confirmado?
O programa aborda confirmação do posicionamento por capnografia em forma de onda, reconhecimento precoce de intubação esofágica e verificação clínica complementar. A confirmação adequada integra a segurança pós-intubação e não deve ser tratada como detalhe posterior à passagem do tubo.
Quanto tempo dura o BREVAR?
O BREVAR possui carga horária mínima de dez horas presenciais, habitualmente realizadas em um dia. A jornada pode ser estendida quando necessário para que o currículo, as práticas e as avaliações previstas sejam cumpridos integralmente.
Quais são os requisitos para receber o certificado?
É necessário cumprir 100% da programação, realizar as avaliações teórica e prática e alcançar média conjunta mínima de 70%.
O BREVAR possui certificação internacional?
Não. O BREVAR é um programa próprio da Stoicus Educação em Saúde, e seu certificado de conclusão é emitido pela própria instituição. O curso não é apresentado como formação vinculada ou certificada por organizações internacionais externas à Stoicus.
Fazer o BREVAR habilita o participante a intubar?
O curso não cria uma nova habilitação profissional. Para médicos, a realização de procedimentos depende da formação, da competência, do contexto assistencial, das regras institucionais e da responsabilidade profissional. Para acadêmicos, o treinamento possui finalidade educacional supervisionada.
Onde consultar preço e próximas datas?
Valores, cidades, datas, horários e disponibilidade devem ser verificados na página oficial de turmas do BREVAR.
Preparação para uma decisão que começa antes do tubo
Via aérea difícil não deve ser tratada como exercício de coragem. Exige respeito pelo risco, método, técnica, comunicação e capacidade de abandonar uma estratégia que deixou de funcionar.
Esse é o espaço educacional ocupado pelo BREVAR: uma jornada presencial com carga mínima de dez horas, três instrutores, até seis alunos por instrutor, livro físico, avaliações teórica e prática, dispositivos previstos em um currículo estável e compromisso com a conclusão integral do programa.
O curso não promete formar um especialista em um dia. Oferece um ambiente estruturado para estudar, praticar, ser avaliado e receber supervisão em decisões que, diante de um paciente real, frequentemente precisam ser tomadas sob pressão.
Para médicos que atuam em terapia intensiva, a Stoicus mantém ainda o conteúdo BREVAR, Via Aérea Difícil e UTI.
Referências
- Ahmad I, El-Boghdadly K, Iliff H, et al. Difficult Airway Society 2025 guidelines for management of unanticipated difficult tracheal intubation in adults. British Journal of Anaesthesia. 2026;136(1):283-307. DOI: 10.1016/j.bja.2025.10.006. PubMed.
- Higgs A, McGrath BA, Goddard C, et al. Guidelines for the management of tracheal intubation in critically ill adults. British Journal of Anaesthesia. 2018;120(2):323-352. DOI: 10.1016/j.bja.2017.10.021. PubMed.
- Prekker ME, Driver BE, Trent SA, et al. Video versus Direct Laryngoscopy for Tracheal Intubation of Critically Ill Adults. New England Journal of Medicine. 2023;389:418-429. PubMed.
- McDougall GG, Flindall H, Forestell B, et al. Direct Laryngoscopy Versus Video Laryngoscopy for Intubation in Critically Ill Patients: A Systematic Review, Meta-Analysis, and Trial Sequential Analysis of Randomized Trials. Critical Care Medicine. 2024;52(11):1674-1685. DOI: 10.1097/CCM.0000000000006402. PubMed.
- Brown CA III, Sakles JC, Mick NW. Manual de Walls para o Manejo da Via Aérea na Emergência. 5ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2019.
- Hung OR, Murphy MF, eds. Hung's Management of the Difficult and Failed Airway. 4th ed. McGraw Hill; 2024. ISBN 9781264278329. McGraw Hill.
Informações editoriais
Autor: Rodolfo Augusto Bressan Barboza, CRM-SC 24174.
Natureza do conteúdo: material educacional e institucional. Não substitui avaliação clínica, protocolos locais, treinamento assistencial supervisionado ou julgamento profissional.
Conflito editorial: este conteúdo é publicado pela Stoicus Educação em Saúde, instituição responsável pelo desenvolvimento e pela comercialização do BREVAR.
Última revisão: 4 de setembro de 2026.




